Má Gestão Pública e o Abandono dos Edifícios Públicos Aceleram Desperdícios de Milhares de Dolares dos Parceiros Internacionais.

A má gestão pública e o abandono dos edifícios públicos colocam em causa milhares de dolores provinientes dos parceiros internacionais e o desenvolvimento macroeconómico de São Tomé e Príncipe conjugado com a falta de tutela por parte do Estado.

Má gestão publica e o abandono no edifício publico
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A Má gestão pública e o abandono dos edifícios públicos colocam em causam desperdícios dos Milhares de Dolores proveniente dos parceiros internacionais para o desenvolvimento macro-económico de São Tomé e Príncipe conjugado com a falta da tutela por parte do Estado.

Muitas das Infraestruturas Públicas arruinadas em STP foram financiadas pelo Estado São-Tomense e os seus parceiros internacionais e que agora encontram-se degenerados pela sociedade e por falta de uma oposição e fiscalização do Poder Central e Distrital responsável pela manutenção dos mesmos.

Segundo a População da ”vila de Santa Cantaria no Distrito de Lembá“ salientou que a infraestrutura em causa neste distrito, fora erguida para os pescadores, com o objectivo de lhes ajudar no armazenamento dos equipamentos piscatórios e na aquisição dos materiais para as suas actividades. No princípio tudo funcionava no seu ritmo normal até que por questões de força maior houve uma intervenção que culminou no fecho das portas desta mesma infraestrutura de apoio e que até a presente data nunca mais abriu as portas.

Dá mesma forma no Bairro-Bengá as Palaiês abandonaram o edifício ou o mercado construído para venda dos seus pescados alegando que “o edifício foi construído num local improprio mesmo reunindo todos os recursos necessários para o desenrolar das actividades.

“Nós pedimos o Estado um mercado sim, “mais no princípio não fizemos juízo que podia ser construído neste local a beira mar, porque as pessoas iriam abandonar o mercado e fazerem as suas compras do pescado logo ai na praia.” Disse umas das responsáveis das Palaiês“.

Este espaço de venda e tratamento dos pescados foi financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e executado pela Priasa, e entra assim na lista como um dos vários edifícios do país vinculado como investimento de fundo perdido, que desde a fase inicial não cumpriu com os seus objectivos e nem finalidades definidas no projecto.

“Este edifício foi construído com intuito de garantir um local com dignidade para que as pessoas pudessem vender e fazer os seus negócios com a máxima segurança e o tratamento adequado de todo o pescado que lá passasse, mas não se percebe o que se passa com elas”. Garantio um dos técnicos da Marapa.

Por outro lado uns confessam que isto é a falta de interesse por parte das pessoas que tutelam estes edifícios, acusando o Estado como culpado porque deveria haver uma fiscalização rigorosa por parte das instituições competentes.

Consequentemente no ” Bairro Água Toma” a residência construída para Doutores e Enfermeiros encontra-se arruinado a mais de 7 anos por motivos desconhecidos num silencio total dos responsável da área de saúde de Lembá.

Edifício dos pescadores na vila da Santa Catarina
Edifício dos pescadores na vila da Santa Catarina no Distrito de Lembá.

O edifício construído para assim evitar desgaste financeiro ao Estado com combustível e outros fins, e que poderia servir hoje como residência permanente dos técnicos da Área de Saúde de Lembá, esta completamente degradado e servindo como uma autêntica lixeira ou balneário público.

“Mesmo com estes danos e falhas vamos providênciar os esforços e realizar os trabalhos de campo de modo a enteirar-se do que se passou para que possamos recuperar estas infraestruturas, podendo deste modo criar mais postos de trabalho no país.” Frisou o titular da pasta da infraestrutura e obras publicas anos atrás “.

Indo mais distante na sua explanação, numa altura em que o défice do desemprego ultrapassa a nossa expectativa, seriamente precisamos de recuperar estas infraestruturas para diversos fins e ser-mos mais cautelosos no futuro.

A Má gestão pública e o abandono dos edifícios públicos causam desperdícios de milhares de dolares e colocam em risco sério o desenvolvimento macro-económico de São Tomé e Príncipe.