Juventude na Arena do Desenvolvimento dos Objectivos Sustentável em São Tomé e Príncipe

A importância da juventude para o desenvolvimento sustentável de São Tomé e Príncipe seria uma valia, tendo em conta que a juventude resume-se a 75% da população nacional.

São Tomé e Príncipe
Tempo de Leituta: 3 minutos

São Tomé e Príncipe encontra-se num ponto de viragem da sua história onde a importância e o crescimento do envolvimento da juventude será crucial para o seu desenvolvimento sustentável.

Para que esta mesma juventude continua-se a crescer depende sobretudo na capacidade do país em perceber a importância desta classe no desenvolvimento social e criar condições adequadas e favoráveis  que permitam os jovens estabelecer os seus objectivos e inovações com o qual o país tanto compadece.

O tema da celebração dos 45 anos do dia nacional da Juventude em São Tomé e Príncipe foi muito ambicioso, mas culminou-se com algumas lacunas do actual contexto juvenil.

Entre 2009 a 2019 duplicou o número de jovens no país, mesmo assim não existe uma garantia de política pública e Municipal para juventude e orientada por eles.

Os  jovens São-Tomenses são mais usados do que aproveitados para um fim satisfatório do desenvolvimento e o crescimento do território nacional. Enquanto os jovens continuarem a ser usados pelos políticos, vendendo as suas almas como se fossem bala para canhão, não haverá o desenvolvimento almejado pela sociedade juvenil que tanto eles desejam.

As políticas nacionais no actual contexto internacional no seio da juventude Africana parece ser mais uma armadilha do que uma iniciativa do desenvolvimento juvenil onde o país não foge a regra.

Contudo, o dividendo demográfico ligado a juventude está em causa desde a nossa democracia de 1990 devido a má gestão financeira e a falta da organização política.

Oportuno é a hora de ilustrar os reais problemas que de facto envolvem os jovens em São Tomé e Príncipe apesar de muitos frequentarem o ensino superior, o desemprego juvenil é uma realidade viva.

Este é um dos maiores factores do continente Africano, especialmente nos países mais vulneráveis como São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.

Este fenómeno tem vindo a fomentar a participação dos jovens na vida política, por mais que não haja vocação e força de vontade.

No passado 5 de Novembro deste 2019 foi celebrado mais uma data em prol da juventude na Republica Democrática de São Tomé e Príncipe, onde estiveram presente diversas identidades nacionais e  internacionais que marcaram o evento, muitos foram os discursos e poucas foram as acções realizadas, numa altura em que a juventude preenche cerca de 75% da população num dos dados estatísticos feito a 200 Mil habitantes.

Todas estas questões têm vindo a originar a fuga de cérebro no país, e comprometendo desta forma o desenvolvimento macro-económico e o investimento público dos parceiros internacionais ligado a juventude como o caso da UNICEF e de outras Organizações não Governamentais.

  1. Como é que os jovens podem ser importante para o país, se o país não oferece condições favoráveis para a juventude?
  2. Estão a implementar política com a  juventude ou para a juventude?

Numerosas são as questões em causa no seio da juventude São-Tomense e pouca são as resoluções indigitadas.

Os jovens devem quebrar o murro da exploração juvenil e trazer uma nova roupagem para esta classe que muito compadece com o actual contexto político na África em particular em STP.

A inclusão e a coesão da juventude devem ser posta em prática para que possamos sarar a crise da oportunidade juvenil e resgatar a prosperidade colectiva perdida no século por parte de muitos políticos africanos com referência em São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.

A necessidade obrigam-nos a construir uma auto estrada de oportunidades juvenil em STP e na África para que os mesmos possam andar a par com os avanços tecnológicos do desenvolvimento Sustentável das Agendas das Nações unidas para 2030 em todo os continentes com particularidade na África.

A importância da juventude não se resume apenas nas teorias, mais sim nas práticas, onde devemos rasgar o silêncio de todos os tempos para fazer acontecer, conjugado com os desafios do actual mundo globalizado em que vivemos.