Enchentes de fardo diminui o fluxo de roupas costuradas pelos Alfaiates em São Tomé e Príncipe

Anteriormente em São Tomé e Príncipe, sempre que alguém quisesse algum vestuário para si próprio ou para alguém próximo, havia a necessidade de encontrar tecidos próprios consoante ao tipo de roupa que se pretendia costurar, levar ao costureiro e orientá-lo no modelo que se pretendia, existia também muita dificuldade em encontrar roupas já prontas e a preços acessíveis a todos.

Na altura os costureiros tinham muitas encomendas de roupas, e em muitos casos não conseguiam dar conta do trabalho devido o fluxo de pedidos e de clientes que na altura era elevado.

Mas a medida que os tempos foram passando as pessoas foram optando por roupas já prontas-a-vestir que já são costuradas proveniente do estrangeiro ao em vez de recorrerem a um alfaiate para encomendar vestuários que muitas vezes levariam algum tempo para serem costurados, logo as boutiques e o famoso “FAFA” passaram a ganhar terreno e ser mais procurado.

Alguns produtos oferecidos por João dos Anjos – Contacto 9914717

Camisa Africana dupla finalidade
Calça Africana estilo desportivo

Esta procura provocou o surgimento de novos empreendedores a investirem na venda de roupas de fardo uma vez que os custos de compra deste produto era mais rentável e acessível.

Com isso, a procura pelos os alfaiates que antes era a primeira escolha para o fabrico de roupas para grande parte dos santomenses, passou a ser a última opção devido a tamanha abundância de roupas de fardo disponível no país.

Portanto, hoje em dia as roupas do fardo ou como se diz na gíria, (FAFA), são as mais compradas em todo o território santomense pelo facto de existirem modelos de diversas qualidades á preços acessíveis a todos os bolsos.

Segundo um levantamento feito no terreno pela nossa equipa recentemente constatou-se que o número de pessoas que apostam na venda de fardo como negócio tende a crescer dia após dia e de igual modo o número de compradores também, por outro lado a procura por roupas costuradas caiu considerávelmente.

João dos Anjos, costureiro a mais de 35 anos tem encontrado actualmente muitas dificuldades em conseguir clientes para encomendar os seus serviços de costura, uma vez que os clientes encomendam roupas em apenas algumas épocas especificas; como no início das aulas, O Dia de África, 1º de Junho e outras datas marcantes na sociedade, mas no seu quotidiano só recebe pequenos trabalhos como cortes e ajustes de roupas.

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Dando o seu parecer, João dos Anjos diz claramente que a falta de clientes no seu negócio deve-se a venda discriminada de roupas de fardo que aumentou consideravelmente em todo São Tomé e Príncipe e consequentemente as pessoas deixaram de procurar roupa costuradas pelos os alfaiates.

Segundo ele, as pessoas compram roupas no fardo e procuram ajustes e pequenas reparações como: bainhas, bordados, cortes e ajustes, o que não é rentável no seu negócio, pelo que tem despesas familiares diárias e o que consegue fazer mal chega para costear as suas despesas e sobrar algo para poupança.

“Costura já não é um negócio rentável” afirmou este costureiro, de momento ela é sazonal e depende muito das épocas para que haja saída no mercado.

O Costureiro expressa o desanimo perante as dificuldades no seu negócio

“Se todos esses anos não consegui singrar sendo Costureiro, penso que não será mais possível alcançar grandes feitos”

João dos Anjos

A saída viável é arranjar mais um trabalho complementar ao actual negócio da costura, isto é, trabalhar fora como um funcionário público ou privado, e nos tempos livres fazer a costura para associar mais alguma coisa ao rendimento mensal.

Algumas peças que podem ser requisitadas na alfaiataria do senhor João dos Anjos:

  • Roupas Africanas para Crianças e Adultos
  • Uniformes Escolares
  • Saias
  • Calças
  • Fatos para homens
  • Fatos para mulheres

Para mais informações queira contactar o senhor João dos Anjos no terminal 9914717.

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