Casal Perde Filho Por Negligência Médica No Hospital Dr Ayres de Menezes

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Na passada sexta feira, dia 5 de Abril por volta das 19 horas, dava entrada no Hospital Dr Ayres de Menezes para o serviço de parto uma jovem cidadão são tomense acompanhada pelo companheiro mais um amigo quando foram confrontado ainda no portão principal do mesmo Hospital pela ausência do pessoal que faz o controlo das entradas e saídas no Hospital.

Existe sim uma campainha do lado de fora, onde supostamente deveria funcionar para chamar ou dar o sinal que tem alguém em apuros querendo entrar no Hospital de forma a ter assistência.

Vinte minutos depois de imensa insistência, tocando a suposta campainha, aparece uma funcionária que acreditamos ser funcionária do Hospital, perguntando o porquê de tanta insistência, e que tínhamos que perceber de que se ninguém aparecer para atender significava que estavam ocupados.

AGORA PERGUNTO?NÃO ERA SUPOSTO TER ALGUÉM PERMANENTE NOS PORTÕES DO HOSPITAL, SERÁ QUE AGORA TEMOS QUE TER HORA MARCADA PARA NOS DIRIGIR AO HOSPITAL E PROCURAR AJUDA”, sem esquecer que a mesma quando se dirigia ao portão vinha com os olhos fixados no telemóvel, trocando mensagens no facebook.

Neste momento o pai aflito troca algumas palavras com a mesma funcionária, tentando exigir os seus direitos quando aparece o Dr Nelson que exclamou, que se no caso estivesse em uma cirurgia tinha que deixar para vir abrir o portão.

Como pai e companheiro, vendo a minha companheira na situação em que estava, quero acreditar que o melhor lugar para o Senhor Dr. Nelson erá onde os médicos devem estar, talvez numa sala de operação salvando vidas de pessoas, como foi o caso do nosso filho que por negligência e má fé da equipa que se encontrava no hospital fez com que o nosso filho perdesse a vida.

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Mãe e Filho

Por exigir um atendimento, a minha companheira foi completamente deixada a sua sorte, e o nosso filho nas mão do senhor que neste momento acredito ter recolhido a sua alma, a minha companheira não teve direito a qualquer tipo de assistência durante o período das dores e contrações nos corredores do Hospital, foi consequentemente rotulada de “A senhora que tem o marido confusionista”, completamente espezinhada, maltratada enquanto tentava simplesmente ter ajuda para dar a luz do nosso filho.

A enfermeira Ana Dias foi quem tomou o parto a minha esposa, segundo ela a senhora Ana Dias ficou sentada todo o tempo enquanto ela tentava com as forças que lhe restava trazer o nosso filho ao mundo, a senhora so dizia, “espreme pequena” não mexeu uma palha para lhe ajudar, quando reparou que ela ja não tinha forças e que jão não havia mais nada a fazer foi quando ligou ao médico mas já era tarde demais, o nosso bebe ja estava sem vida.

Feito isso como se não bastasse a minha companheira pediu um pouco de água a enfermeira Ana Dias, ela respondeu que o Hospital não tem água e que só podia dar a água que tinha usado para lavar as mãos.

Honestamente as mulheres grávidas que dão entrada no principal Hospital de são Tomé e Príncipe, vão ali quase que a sua forte, são postas em condições inimagináveis, maltratadas, enquanto apenas tentam trazer para o mundo os seus filhos.

O nosso caso não é certamente o primeiro e com certeza não será o último, nestas curtas linhas o que nós pedimos é que se faça justiça, se nada for feito por parte das pessoas responsáveis muitas vidas se perderão por causa de pessoas que se dizem ser médicos ou enfermeiros mas que afinal são uns grandes assassinos.

O Hospital Dr ayres de Menezes é quase comparado a um cemitério, todos sabemos que um dia vamos, mas ninguém sabe se volta.

Faço um apelo às entidades responsáveis para que se instale um sistema de monitoramento dentro e fora do Hospital, por si só acredito que iria ajudar em muito para termos a real noção do que se passa dentro do Hospital.

No relatório do Dr Nelson conta que fui muito indisciplinado, óbvio que perante a situação da minha esposa, tanto eu como quem me acompanhava, estavamos apavorado, de uma forma ou de outra era a vida do meu filho que estava em jogo, e tanto quanto sei todos nós queremos bem para os nossos, e que me venham mostrar ou provar o contrário, qual pai ou mãe que não protege os seus filhos.

O que fiz, voltaria a fazer para proteger a vida do meu filho, sou jovem e a criança em causa era o meu primeiro filho, nunca irá deixar de ser, mas por conta daqueles que acham que de uma forma ou de outra tem que fazer as pessoas pagarem porque se vestem de branco e são chamados doutores, hoje já não temos o nosso filho.

Nós fomos barrados na entrada do Hospital Dr Ayres de Menezes, fomos apelidados de mal criados e por causa disso a minha esposa foi deixada a margem, insultada, deixada a sua sorte, o que culminou na morte do nosso primeiro filho.

Não faço nenhuma ligação desse caso com alguma situação ou ligação política, eu particularmente não exerço nenhum caso político, tenho as minhas convicções como todo e qualquer um cidadão. Mas acredito que estamos perante pessoas que juraram cuidar e tratar de pessoas, e que hoje são uns autênticos assassinos em locais e cargos públicos.

Fazem o que querem, decidem quem vive ou quem morre, e se fizeres uma cara que não os agrada, pagarás o preço. Preço este que nem todos estão dispostos a pagar.

É nessa onda de indignação e de solidariedade para com os outros, para que não volte a acontecer, para que os próximos casais não percam os seus filhos por querem um tratamento ou acompanhamento digno aos seus ente queridos que venho junto das entidades responsáveis pedir que se faça justiça.

Hoje foi o nosso filho, amanhã será talvez filho de alguém como nós. São Tomé e Príncipe, Hospital Dr Ayres de Menezes.

 

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