Banco Central de São Tomé e Príncipe irá Reintroduzir no Mercado Financeiro do País Novas Notas de 200, 10, e 5 Dobras

Nesta semana o Banco Central de São Tomé e Príncipe juntamente com a empresa britânica que anteriormente emitiu a actual família dobra, reuniram a fim de negociarem um novo acordo para emissão de novas notas.

Banco Central de São Tomé e Príncipe irá Reintroduzir no Mercado Financeiro do País Novas Notas de 200, 10, e 5 Dobras
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Foi após a independência do país que o Banco Central de São Tomé e Príncipe (Banco Nacional) emitiu a primeira família da dobra. Conseguinte, 20 anos depois o banco introduziu ao abrigo da Lei nº18/97 e Decretos-Lei nº42/96 e 43/96 a segunda família da dobra. Porém mais de vinte anos passaram e a moeda mostrou-se totalmente desactualizadas, relativamente aos padrões de segurança, bem como no que concerne a sua estrutura.

Entretanto, essas consequências significativas na moeda é originada pelos desequilíbrios macroeconómicos que afectaram a economia nacional durante este período e do largo período de circulação da moeda. Portanto, tudo isso fez com que tanto as notas como moedas nacionais começassem a perder o seu valor no mercado. E também o tempo de circulação fez com que falsificadores começassem a produzir notas com muito boa qualidade.

No entanto, para incorporar os avanços tecnológicos da indústria, assegurar o controlo dos padrões de segurança e de confiança depositados na moeda, e poder assim combater preventivamente a contrafacção, as boas práticas internacionais recomendam a substituição da moda num período menor que 9 anos.

Terceira Família Dobra

Em 2018 o banco Central de São Tomé e Príncipe fez a reforma monetária no país, para que se pudesse recuperar a confiança na moeda nacional. Portanto essa nova família da dobra trouxe seis novas denominações em notas, cinco denominações em moedas, porém foram retirados três zeros. Também foi introduzida uma nota de maior valor facial (200 dobras), com objectivo de atender as necessidades diárias de numerário, e promover maior a eficiência nas transacções económicas do país.

Nessa família da dobra as duas notas de menor valor facial(5, 10) têm um substrato diferente, material mais resistente e resiliente (o polímero). Tudo devido o seu manuseamento e utilização no comércio a retalho, e por estarem sujeitas a maior desgaste.

Logo, o Banco Central de São Tomé e Príncipe introduziu  seis notas com os valores faciais de 5, 10, 20, 50,100 e 200 Dobras. Já as moedas tive cinco denominações, nomeadamente, 10, 20 e 50 cêntimos, e 1 e 2 dobras.

Situação Actual da Família da Dobra

Anteriormente, entre 2016 e 2018 o governo Santomense despendeu pelo menos 2 milhões de euros para que fossem emitida a actual família dobra.

Porém depois de algum tempo o Banco Central de São Tomé e Príncipe teve a necessidade de tirar a nota de 200 dobras de circulação, devido algumas falhas que ameaçavam a segurança do sistema financeiro do país. A instituição notou ambiguidade e incoerências na impressão e emissão dessas notas. Em Outubro do ano 2018, concretamente nas vésperas das eleições legislativas, as notas de 200 dobras desapareceram de circulação.

Entretanto, no início de 2019 algumas dessas notas reapareceram no mercado financeiro. Portanto a instituição decidiu proceder a recolha de todas as notas de 200 dobras no período compreendido entre 29 de Março a 29 de Maio de 2019

Porém na quarta feira 27 de Novembro do corrente ano, o Conselho de Administração do Banco Central de São Tomé e Príncipe e a empresa britânica De La Rue, reuniram a fim de negociarem um novo acordo para emissão das novas notas de duzentas dobras.

Segundo o porta voz do Banco Central, Flávio Pinto “A empresa De La Rue assumiu que vai fazer uma nova emissão das notas de duzentas dobras, sem custos para o país, ou seja, sem despesas para o erário público”.

Portanto Flávio Pinto diz que a empresa britânica  comprometeu que as novas notas de 200 dobras, terão um padrão de segurança mais reforçado.

Ele explica que ” por questões de segurança e de credibilidade tivemos que retirar as notas de 200 dobras de circulação, e agora está-se a fazer um novo processo de reintrodução, os desenhos são outros exactamente para que a questão da contrafacção e todos os mecanismos de controlo e de segurança sejam assegurados”.

Emissão das novas notas de 5 e 10 dobras

Actualmente notou-se que essas notas com o passar do tempo estão a ser destruídas aos poucos. Logo o governo terá de gastar dinheiro novamente para produção das notas de 5 e 10 dobras.

As notas não suportaram o clima de São Tomé e Príncipe, o clima quente e o húmido do país provocou desgaste das notas, apesar disso essas notas têm muitas falhas. E segundo o porta voz do Banco Central de São Tomé e Príncipe “são falhas que já foram analisadas e corrigidas. E o processo junto a outras sedes terá necessariamente outra tramitação. No âmbito do processo judicial o que terá que ser apurado será apurado. Mas nós aqui hoje, estamos só para a assinatura do contrato para retoma das relações que sempre foram boas com a empresa De La Rue”.

Conseguinte,  novas notas de 5 e 10 terão substrato papel 100% de algodão, e o custo de emissão será reduzido, vai custar ao governo qualquer coisa como a metade do valor gasto anteriormente para produzir essas notas. Portanto os seus mecanismos de segurança e durabilidade serão os melhores.

Concluindo, provavelmente a partir do primeiro semestre do ano 2020 as novas notas de 200, 10, e 5 dobras entrarão em circulação no mercado financeiro do país.