As Nações Unidas Apoiam o Governo Angolano no Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola

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Já faz alguns anos que há seca no sul de Angola, as chuvas nessa região reduziram em 30% comparado com os anos 2017 e 2018. Apesar das secas na região serem rotativas, este ano os efeitos afectam cerca de 2,3 milhões de pessoas, e pelo menos 500 delas são crianças menores de cinco anos.

Entretanto, as Nações Unidas em Angola apoia o governo angolano a ultrapassar essa situação que afecta os habitantes do sul do país. A organização investiu 6,4 milhões de dólares do Fundo Central de Resposta de Emergências.

A verba tem o propósito de apoiar os sectores de nutrição, água, saneamento e higiene, segurança alimentar, protecção e prevenção da violência de género, para que se consiga diminuir os riscos de morte.

O processo envolve o Fundo da ONU para a Infância, UNICEF, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO, o Fundo da ONU para a População, Unfpa, e a Organização Mundial da Saúde, OMS.

Angola tem registado desde 2016 as maiores temperaturas dos últimos 45 anos, a situação tem provocado a evaporação dos reservatórios naturais de água e consequente seca no sul de Angola.

Contudo, o governo angolano em parceria com a comunidade internacional tomou medidas para resolver o problema num curto espaço de tempo, sendo elas a distribuição de alimentos e água, a abertura de poços e a distribuição de sementes.

A província do Cunene precisa de atenção urgente, pelo que o número de pessoas afectadas pela insegurança alimentar cresceu de 250 mil em Janeiro de 2018 para além de 850 mil em Março desse ano.

Embora a situação agravou, o governo esta a promover acções para aumentar a resiliência da população. Entre elas a ligação de grandes rios com canais e barragens para poupar água e realizar actividades na área de agricultura, previsão climática, redução de riscos de desastres, educação e saúde.

Para além disso, o governo angolano com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, criou um programa de Recuperação Pós-Seca no sul de Angola.
O objectivo é investir cerca de 575 milhões de dólares em províncias angolanas que tendem a ter secas entre 2018 e 2020.

Conseguinte, estudos mostram que o distrito do Cunene, Huíla, Namibe, Bié e Cuando Cubango, são regiões onde têm maiores índices de seca, e consequentemente perdas agrícolas e pecuárias.

Nessas regiões as pessoas ficam vulneráveis as doenças pelo que sofrem fome e só têm acesso a água de baixa qualidade. Além desses há também a desnutrição aguda, grave e moderada.

Dados estatísticos mostram que nos distritos de Huíla e Cunene, cerca de 80% das pessoas enfrentam insegurança alimentar e o seu estado nutricional é considerado comprometedor.

Contudo a situação poderá agravar ainda mais se a estação chuvosa deste ano não corresponder as expectativas.

Segundo Nações Unidas as pessoas mais vulneráveis deslocam aos locais distante em busca de mantimento(água potável e alimentos), para assim tentarem solucionar as consequências da seca embora corram riscos de vida.

A seca no sul de Angola poderá fazer com que as mulheres sofram a desigualdade de género e até mesmo abusos em troca de algum benefício. Enquanto as crianças sofrem desnutrição grave, principalmente as que têm menos de cinco anos.

Logo, o trabalho infantil aumentará o que irá comprometer o acesso das crianças à escola. Entretanto na província de Cunene o número de crianças que estão em risco de deixarem os estudos está acima dos 250 mil.

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